Na iminência do retorno da CPMF, o imposto sobre os cheques, setores da oposição começam a se articular e já hastearam a bandeira do “Xô, CPMF”. Reduzidos nas urnas, mas não eliminados, democratas e tucanos pretendem fazer deste um debate acalorado em torno do qual prometem ficar coesos.
“Para nós a volta da CPMF soa como um palavrão e um desrespeito para com a sociedade”, disparou o senador democrata José Agripino Maia, acrescentando que a oposição vai reagir diante do envio de um possível projeto com o objetivo de recriação do imposto.
As mobilizações já começaram, além de Agripino, o senador João Faustino (PSDB) deu início à reação. O tucano disse na segunda-feira (8) que o Governo Federal precisa “arrecadar bem e gastar bem os recursos arrecadados”, possibilitando sua aplicação no setor da saúde.
O movimento contra a recriação do imposto que era utilizado para financiar a saúde reativou o site www.xocpmf.com.br, que canalizou os anseios pelo fim do tributo em 2007. Entidades como, por exemplo, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas aderiram às manifestações contrárias ao retorno da CPMF.
A presidenta eleita Dilma Rousseff (PT), no entanto, ainda falta se definir sobre a possibilidade de envio da matéria, mas no que depender de 13 dos 27 governadores, o projeto deve entrar em pauta no início de 2011. Os gestores estaduais reclamam de dificuldades em custear o Sistema Único de Saúde (SUS).
À reclamação dos governadores some-se a dos prefeitos, que dizem amargar perdas orçamentárias com as constantes quedas nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Eles reivindicam a regulamentação da emenda 29, que destina recursos para a área da saúde, o quanto antes e a solução do problema.
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