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quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Análise e previsão climática para a região semiárida do Rio Grande do Norte

A Gerência de Meteorologia da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN) divulgou o resultado parcial da análise e previsão climática para a região semiárida do estado no período que vai de fevereiro até abril de 2016. As informações estão sendo levantadas durante o XVIII Workshop Internacional de Avaliação Climática para o Semiárido Nordestino, que acontece até esta quarta-feira (20), em Fortaleza. Esse é o primeiro prognóstico para o período chuvoso de 2016 divulgado pela EMPARN e poderá sofrer alterações conforme o comportamento das variáveis oceânicas/atmosféricas que são avaliadas na previsão.

O comportamento das últimas semanas mostra que o fenômeno El Niño (fator que tem dominado as previsões climáticas nos últimos meses) está diminuindo de intensidade. A previsão para os próximos meses mostra essa tendência de enfraquecimento, devendo estar com anomalia em torno de 1,5ºC entre março e abril de 2016, e em condição neutra a partir de junho de 2016. Essa tendência de resfriamento do Oceano Pacífico pode significar que as consequencias provocadas pelo El Niño poderão ser menores, aumentando a possibilidade de ocorrência de chuvas na Região Norte do Nordeste, desde que as demais variáveis apresentem um comportamento favorável.

Além do El Niño, os parâmetros climáticos que influenciam diretamente na ocorrência de chuvas na região norte do Nordeste são ligados aos oceanos Pacífico e Atlântico. Variáveis como a temperatura superficial, vento e pressão atmosférica sobre os oceanos tem forte correlação com as chuvas que ocorrem durante os meses de fevereiro a maio sobre a região norte do nordeste e o seu monitoramento possibilita a elaboração de prognósticos mais confiáveis em relação a ocorrência de chuvas, tanto na questão da distribuição temporal como espacial.

A situação atual do oceano Atlântico ainda é indefinida, mesmo tendo apresentado um leve aquecimento no setor sul e um leve resfriamento no setor norte. Para que chova com maior intensidade, é necessário que durante os meses de fevereiro a maio de 2016 as águas do Atlântico Sul estejam mais quentes do que as águas do Atlântico Norte.

Assim, diante de um quadro onde persiste o Fenômeno El Niño no Oceano Pacífico e um Oceano Atlântico indefinido, a tendência é que o início do período chuvoso (fevereiro e março de 2016) seja com chuvas abaixo do normal, devendo melhorar durante o mês de abril devido ao enfraquecimento do El Niño. Lembrando que os meses mais chuvosos no Rio Grande do Norte são os meses de março e abril.

SOBRE O EL NIÑO:

Esse fenômeno, presente durante o período chuvoso no Nordeste, dificulta a ocorrência de chuvas, pois impede o deslocamento da Zona de Convergência Intertropical para regiões próximas do Nordeste Brasileiro. Lembrando que a Zona de Convergência Intertropical é o principal sistema meteorológico causador de chuvas na região Nordeste do Brasil durante o período de fevereiro a maio.

SOBRE AS CHUVAS DE JANEIRO:

As chuvas que tem ocorrido durante as últimas semanas sobre praticamente todo o Estado foram ocasionadas por um Sistema Meteorológico (Vórtice Ciclônico de Ar Superior), que ocorre normalmente durante os meses de dezembro, janeiro e fevereiro, não tendo nenhuma relação com as chuvas da Zona de Convergência Intertropical que atuam entre os meses de Fevereiro a Maio.

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