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segunda-feira, 11 de julho de 2016

Garibaldi defende reajuste no preço que o governo paga pelo leite

A seca que atinge a região Nordeste desde 2012 está afetando a situação dos produtores de leite e de laticínios do Rio Grande do Norte. Os custos da produção aumentaram devido à falta de alimentação e água para o gado. O senador Garibaldi Filho reuniu-se com o ministro do Desenvolvimento Social e Agrário (MDS), Osmar Terra, para expor a situação e propor soluções. Uma delas foi reajustar os preços que o governo federal paga aos produtores pelo leite que é distribuído às famílias carentes do Estado. O ministro se comprometeu a estudar a reivindicação.

Em parceria com o Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural do RN (Emater), o MDS mantém em funcionamento um programa de distribuição de 25.720 litros de leite por dia. São beneficiadas famílias carentes de pequenas cidades do Rio Grande do Norte, em estado de emergência devido à seca, situação reconhecida pelo Ministério da Integração Nacional. Desde 2014, os produtores recebem R$ 1,09 pelo litro de leite e 70 centavos são pagos pela captação, industrialização e distribuição do produto.

Representados pelo Sindicato das Indústrias de Laticínios e Produtos Derivados do RN (Sindleite), os produtores alegam que o aumento de preço dos insumos (mão-de-obra, embalagem, ração e combustíveis) provocou um desequilíbrio econômico-financeiro nos contratos firmados em 2014, daí a necessidade do reajuste. “A proposta é que o preço do leite bovino vá para R$ 2,12 e o leite caprino suba para R$ 2,72”, informou o Garibaldi Filho. O senador acrescentou que a situação atual pode acarretar na paralisação da distribuição do leite no RN.

O vice-presidente do Sindleite, Francisco Belarmino de Macedo Neto, em documento enviado ao ministro Osmar Terra, destacou que o leite se constitui, para muitas crianças potiguares, na principal refeição diária. “E para os agricultores familiares fornecedores, que sofrem com os efeitos da seca que perdura desde 2012 e eliminou todas as outras atividades agropecuárias desenvolvidas no semiárido do RN, a defasagem do preço do leite estrangula sua única fonte de renda, sustento da sua família”, escreveu Belarmino.

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