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terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Empresa recolhe equipamentos da Interjato em São Gonçalo do Amarante

Prefeitura de São Gonçalo do Amarente (Fachada) - DivulgaçãoUma empresa empresa que prestava serviços à Prefeitura de São Gonçalo recolheu os equipamentos da Interjato Soluções, que estavam instalados no Município com o objetivo de auxiliar a Prefeitura na prestação de serviços aos cidadãos. Com ação criminosa ocorrida ao longo dos últimos dias, os serviços da Prefeitura como arrecadação de tributos e matrículas escolares, além do recebimento de recursos federais na ordem de R$ 1 milhão estão prejudicadas.

A direção da Interjato, que apenas cedeu o equipamento por outros já terem sido furtados, se disse espantada com a ação e informou que já foi feito boletim de ocorrência relatando o caso junto à Polícia Civil e que a Justiça já foi acionada. De acordo com informações da Prefeitura, a empresa que supostamente furtou os equipamentos da Interjato tinha um contrato de prestação de serviço de transporte de dados e conexão de internet desde 2014. Esse mesmo contrato foi aditivado em 2015 e em 2016. Devido aos valores pagos, ficou acertado que todos os equipamentos seriam incorporados ao acervo de patrimônio da Prefeitura ao final do contrato. Com o término, a Justiça emitiu um parecer favorável à Prefeitura para manter o controle sobre os equipamentos. A empresa que não recorreu da decisão judicial, optou por não cumprir e recolher tudo, incluindo os que pertencem à Interjato.

Devido a suposta prática criminosa, a Prefeitura de São Gonçalo do Amarante deixou de arrecadar somente de IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) nesses dois últimos dias úteis mais de R$ 200 mil. Isso em um período de crise financeira, em que as prefeituras de todo o país lutam por mais recursos. Além disso, as matrículas das escolas que são feitas pelo Sistema de Matrícula Digital da Educação (Siseduc) também estão paralisadas por falta de conectividade. 

A área da saúde já é uma das principais afetadas com a ação criminosa. As unidades básicas de saúde que trabalham com o Prontuário Eletrônico estão sendo prejudicadas pela falta de transferência de dados. Além disso, o Município deixará de receber R$ 1 milhão em recursos federais, oriundos do Ministério da Saúde, para o combate a endemias no primeiro semestre desse ano, porque não conseguiu enviar os dados para o Ministério dentro do prazo por falta de conectividade e condições de tráfego de dados.

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