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sexta-feira, 1 de julho de 2016

"Não vamos aceitar mais impostos", diz Rogério em debate com presidente da CNDL e líderes empresariais

Rogério em debate em SPPresidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Comércio, Serviços e Empreendedorismo (Frente CSE), o deputado federal Rogério Marinho (PSDB) foi um dos debatedores do “Brasil em Código – Conferência Internacional”, promovido pela Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil, em São Paulo, nesta quinta-feira (30). O encontro contou com a presença de mais de 300 executivos e diretores de grandes empresas do país.

O painel que contou com a participação do parlamentar teve como tema "Como empresas e setores podem superar o momento atual". Rogério debateu o assunto com o presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas, Fernando Honório, em mesa que teve como mediador o jornalista Nivaldo Prieto. Um dos pontos altos ocorreu quando o tucano garantiu posicionamento da Frente CSE contra o aumento de impostos.

"Todos os dias a gente vê uma nota nova querendo taxar o comércio ou a indústria. Para o governante é muito cômodo resolver seu problema aumentando a tributação. Não faz o dever de casa para reduzir o tamanho do estado. E sempre foi assim, e vai continuar se não gritarmos. Por isso estamos organizados para dizer ao governo que 257 deputados e mais 27 senadores não aceitam aumento de impostos. Não aceitam mais que a sociedade brasileira pague o pato, pague o preço da incompetência, da má gestão e da péssima condução do sistema público", disse Rogério.

O parlamentar destacou dois temas definidos como prioridade pela Frente CSE. Um deles é trabalhar pela modernização da lei trabalhista brasileira, que data da década de 30. "O mundo mudou muito nos últimos 70 anos. Há uma série de atividades econômicas que surgiram e precisam ser adaptadas na legislação sem que haja pontos impossíveis de serem debatidos".

A outra questão é referente a aprovação do projeto de lei que estabelece o "Trabalho Intermitente". "É um primeiro passo para essa modernização da legislação trabalhista. Vai permitir que o trabalhador possa receber por hora de jornada, vai melhorar a área de serviços, principalmente bares e restaurantes e até na agricultura, em períodos de maior colheita, e atingir até grandes eventos, como o Carnatal, festas juninas, Olimpíadas, eventos com períodos menores que não são cobertos pela lei".

Outros assuntos elencados por Rogério que, na sua opinião, precisam entrar em debate no Congresso Nacional, são a aprovação da terceirização e as reformas tributária e previdenciária. Sobre o atual momento político do país, o deputado se mostrou otimista e cobrou uma posição da sociedade brasileira quanto ao futuro. "O país vai mudar. Nós estávamos em um círculo vicioso. Havia quebrado a credibilidade e o mercado reagiu da pior maneira. Hoje, há a perspectiva positiva. Mas há dificuldade no país em definir o foco que queremos. Que sociedade imaginamos para os nossos filhos e netos?", questionou.

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