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sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Ajuste fiscal deveria ser feito com economia de recursos e não com o aumento de impostos, diz Felipe Maia

FELIPE MAIAO governo do PT promove o ajuste fiscal baseado no aumento de impostos. Na contramão dessa iniciativa, de acordo com o deputado Felipe Maia (DEM), para retomar o crescimento do país o Executivo precisa baratear gastos e não criar impostos. Além disso, medidas como reduzir a burocracia, facilitar o investimento privado e diminuir a carga tributária são fundamentais para tirar o Brasil da crise. “Precisamos sensibilizar o governo federal de que o atual modelo econômico está equivocado e prejudica a economia como um todo. O país ainda precisa do barateamento de energia e de um plano efetivo de logística, promovendo investimentos em rodovias, portos e ferrovias”, destacou o parlamentar, em discurso na tribuna da Casa, nesta quinta-feira (26).

Para mostrar a intenção do governo federal de aumentar impostos para tentar cobrir o rombo nas contas públicas, o democrata destacou pesquisa da consultoria Tendências que aponta que a equipe econômica do atual governo se dedicou mais em encontrar maneiras de aumentar as alíquotas de tributos do que em buscar meios para economizar recursos. O estudo ainda mostra que cada aumento de um ponto percentual na carga tributária tira 0,5 ponto do potencial de crescimento da economia brasileira. Para Felipe Maia, isto ocorre pelo fato de o aumento de impostos refletir em maiores custos para as empresas, que repassam para o preço final dos produtos. “Isso deixa claro que o governo se preocupa mais em fazer o ajuste fiscal penalizando o povo com o aumento de tributos do que em economizar recursos públicos”, disse.

Na tentativa de fugir deste aumento de custos e impostos, várias empresas brasileiras estão transferindo suas operações para países vizinhos, como Uruguai, Peru e Paraguai, que possuem carga tributária menor e sistema tributário mais simples. O Paraguai, por exemplo, tem carga tributária de 16,5%, contra 36% da carga tributária brasileira. “Empresas deixam de gerar emprego e renda por aqui para ganhar competitividade lá fora. Os tributos, os custos de energia e de transporte são bem menores nestes países, justificando o preço da transferência. Justamente no momento em que o país mais precisa atrair investimentos e gerar empregos, o governo eleva a carga tributária, prejudicando a todos. Não adianta o governo pensar só na arrecadação. É preciso trabalhar no gasto, cortando custos da máquina pública. O governo deveria se debruçar sobre as reformas previdenciária e tributária; dar transparência aos gastos públicos e avaliar se alguns programas vêm sendo efetivos. Mas as ações do atual governo deixam cada vez mais distante a recuperação da economia”, afirmou o deputado.

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